Conflitos geopolíticos, tensões comerciais e instabilidade fiscal global: o cenário internacional segue volátil — e os reflexos já chegam ao Brasil.
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Conflitos geopolíticos, tensões comerciais e instabilidade fiscal global: o cenário internacional segue volátil — e os reflexos já chegam ao Brasil.

Em meio à guerra entre Israel e Irã, às tarifas comerciais dos Estados Unidos contra a China e a um contexto de desaceleração econômica nos EUA, a taxa de juros brasileira (Selic) alcançou 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. A política monetária apertada busca conter uma inflação persistente, mas vem acompanhada de consequências que se espalham pelo consumo, pelos investimentos e pelo câmbio. Nesta edição da coluna, explicamos como fatores externos e domésticos se entrelaçam para manter os juros altos e afetar diretamente a vida de empresas e consumidores brasileiros.
Nesta edição, você vai entender:
A Selic é a taxa básica de juros, ou seja, serve como referência para todas as demais taxas de crédito e investimento no Brasil. O Banco Central, por meio do Copom (Comitê de Política Monetária), eleva a Selic com a intenção de conter a inflação: juros mais altos desestimulam o consumo, freiam investimentos e ajudam a conter o avanço dos preços. O efeito colateral é uma desaceleração econômica e um custo mais alto de crédito — tanto para empresas quanto para as famílias.
Em junho de 2025, a Selic foi elevada para 15% ao ano. Segundo o Copom, a decisão visa garantir que a inflação volte à meta de 3% ao longo dos próximos trimestres. Atualmente, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses está em 5,32%.
Para os anos seguintes, as projeções do mercado também continuam elevadas. Por isso, o Brasil mantém uma das maiores taxas de juros reais do mundo — a segunda maior, atrás apenas da Turquia.
Mesmo com a economia aquecida e desemprego em baixa, o Banco Central sinaliza que a política monetária continuará contracionista por um “período bastante prolongado”. Os juros em alta por mais tempo exigem planejamento financeiro tanto de empresas quanto de consumidores.
A combinação entre inflação elevada, guerra no Oriente Médio e tensões comerciais entre EUA e China contribuiram para a nova alta da Selic. Segundo o Copom, o ambiente internacional está “adverso” e afeta diretamente as expectativas de inflação na economia brasileira.
Alta do petróleo e inflação:
A guerra entre Israel, Irã e Estados Unidos gerou um aumento expressivo no preço do petróleo e ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para 20% da produção global do ativo. Mesmo que a rota não seja fechada, a alta do preço já pressiona os custos logísticos globais e aumenta a inflação em vários países — inclusive no Brasil, onde combustíveis e fretes têm grande peso na economia.
Tarifaço de Trump:
A imposição de tarifas às importações chinesas gerou instabilidade no comércio global. Segundo análises especializadas, os EUA enfrentam agora os efeitos colaterais com encolhimento do PIB, déficit recorde e inflação persistente.
Desvalorização do dólar:
A China, por sua vez, respondeu com recuo estratégico, elevando a tensão entre as potências. Esse ambiente colaborou para a desvalorização do dólar frente a outras moedas. Desde janeiro, a moeda americana caiu mais de 10% frente ao real. Isso se deve tanto ao tarifaço quanto ao diferencial de juros, já que o Brasil agora tem a segunda maior taxa real de juros do mundo.
Por outro lado, economistas alertam que a alta da Selic aliada a fatores internos — como os gastos públicos — limitam a valorização do real. A política fiscal expansionista também atrasa os efeitos da política monetária, como veremos a seguir.
As consequências para os negócios e a economia brasileira
O cenário de juros altos, inflação resistente e instabilidade global afeta diretamente empresas e consumidores. Abaixo, destrinchamos os principais impactos para a economia real:
Maior dificuldade de acesso a crédito:
Com a Selic em 15%, o crédito bancário se torna mais caro e escasso. Pequenas e médias empresas, mais dependentes de capital de giro, enfrentam dificuldades para financiar ou expandir a operação.
Freio no empreendedorismo:
Segundo analistas do mercado, muitos empreendedores desistem de abrir ou expandir seus negócios, pois a alta rentabilidade da renda fixa desestimula o investimento produtivo.
Queda no consumo das famílias:
O custo do crédito afeta diretamente o consumo, sobretudo de bens duráveis como imóveis e automóveis. O mercado de trabalho está aquecido, mas os juros comprimem o poder de compra e reduzem o otimismo.
Impactos sobre a indústria e a produção:
A indústria da transformação é uma das mais afetadas pela elevação dos juros. Segundo análise do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor ainda não voltou ao pico de 2013. A combinação de crédito caro, queda no consumo e custos logísticos mais altos afeta a produção.
Fragilidade do comércio exterior:
O cenário internacional influencia diretamente as exportações brasileiras, especialmente com os riscos no Oriente Médio. A dificuldade logística impacta as exportações de frango e milho para países muçulmanos, além da importação de fertilizantes do Irã, o que prejudica o agronegócio.
O cenário atual é marcado por tensões internacionais, inflação persistente e incertezas na condução da política monetária global. A seguir, reunimos declarações recentes de especialistas e autoridades que ajudam a entender os riscos e as consequências da conjuntura econômica para o Brasil e o mundo:
“O ambiente externo mantém-se adverso e incerto em função da conjuntura nos EUA, da guerra comercial e das tensões geopolíticas. (…) Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.”
— Comunicado do Copom, Banco Central“A China suportou a dor das tarifas apostando que os Estados Unidos sentiriam ainda mais — e tinha razão.
(…) Trump quer construir a narrativa de que saiu vitorioso da ofensiva contra o Irã, encerrando a guerra no Oriente Médio por iniciativa própria — mesmo que os fatos no campo de batalha não sustentem essa versão.”
— Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC“O Brasil é o menos afetado pela guerra tarifária, tem a maior taxa real de juros do mundo e está atraindo recursos para a Bolsa de Valores.”
— Marcos Weigt, diretor de tesouraria do Travelex Bank“A geopolítica determina o preço de ativos globais, como petróleo e dólar, o que impacta inflação, balança comercial e fluxo cambial no Brasil.”
— Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos“Existem muitas questões ligadas ao fiscal, político e econômico que precisam ser resolvidas para um cenário positivo de valorização do real. Só o diferencial de juros não basta.”
— Otavio Oliveira da Silva, gerente de tesouraria do Banco Daycoval“Acredito que os juros só voltam a cair em maio de 2026.”
— Fernanda Guardado, economista-chefe do BNP Paribas e ex-diretora do Banco Central“Há análises estimando um barril a US$ 120 caso haja interrupção do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.”
— Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad
“Qualquer oscilação nos valores do petróleo ou do diesel vai acabar gerando um efeito em cadeia sobre os preços no Brasil. (…) A gente compra muitos fertilizantes do Irã e vende muito milho e muito frango. Haverá dificuldade para enviar e retirar produtos de lá.”
— João Alfredo Nyegray, professor de Negócios Internacionais da PUC-PR
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